| TRACKS | Ghost Exits: She Is Beyond Good & Evil

Os Ghost Exits são um power-duo que têm como objectivo fazer de cada tema seu um autêntico cocktail (molotov) pronto a ser despejado em qualquer festa underground que se preze. Eles são elo perfeito entre a vaga new york noise dos anos 70 e 80 (com referências aos Liquid Liquid e James Chance & The Contortions) ao pós-punk britânico e às mais recentes abordagens electrónicas da DFA Records. She Is Beyond Good & Evil é apenas um dos quatro temas disponíveis no EP Cinccinati Riot Blues mas por ventura o melhor. Uma canção provocante, quente, suada e animalesca. Numa só palavra: irrestível.
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http://thesocialregistry.com/_mp3/mp3/ghostexits/ge_sibge.mp3

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| DISCOS | The Chinese Stars: Listen to Your Left Brain

The Chinese Star: Listen To Your Left Brain
(31G, 2007)

Das cinzas dos entretanto extintos e lendários Arab On Radar e Six Finger Satellite nasceram os The Chinese Stars, versão mais light, festiva e dançável das bandas originais embora com a mesma pujança sonora. O baixo funky, a bateria em jeito maquinal, a guitarra noise e a voz teatral de Eric Paul encenando estórias sobre festas de estudantes envoltas em drogas, sexo e sessões de psicanálise à mistura entre outros contos bizarros é o que se pode esperar daqui.
Listen To Your Left Brain é o novo álbum que de certa forma não acrescenta muito de novo ao anterior A Rare Sensation revelando-se contudo mais denso e menos acessível às primeiras audições mas sabendo manter aquele clima de celebração e perversidade que já é a sua imagem de marca. All My Friends Are Getting High, Tv Grows Arms ou Cold Cold Cold são alguns dos pontos altos do álbum e também aqueles que melhor traduzem o espírito da banda que apenas quer revolucionar um pouco as coisas nas pistas de dança e no mundo do rock e claro, tirar o máximo prazer disso bebendo uns copos e galando umas miúdas. São tipos lascivos e depravados sim mas com muita pinta.
Para quem aprecia Chk Chk Chk, ESG ou Liars, estes The Chinese Stars poderão ser uma excelente descoberta e uma óptima banda sonora para uma festa de despedida de Verão...
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Cold Cold Cold >
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| TRACKS | Gang Gang Dance: Nicoman


É uma das nossas bandas favoritas e estão de regresso este ano com um novo EP chamado Rawwar a sair no próximo dia 11 de Setembro. Um total de três temas onde encontramos Nicoman, uma das melhores canções de sempre dos Gang Gang Dance. A voz celestial de Liz Bougatsos, os teclados cósmicos e a percussão, única! Uma pérola que aqui deixamos e em jeito de antecipação, para fãs e não só.

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http://downloads.pitchforkmedia.com/Gang%20Gang%20Dance%20-%20Nicoman.mp3

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| VIDEO | Alog: Son Of King

Alog: Son Of King (from Amateur .:. Directed by: Julia Zastava)

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http://www.alog.net/soundclips/sonofking.mov

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Bobby Birdman, o novo crooner


Bobby Birdman é o alter-ego de Rob Kieswetter, músico nato e senhor de uma voz divinal. Tendo começado carreira em inícios dos anos 90 em Portland através de vários projectos musicais, só há relativamente pouco tempo se tornou na figura de culto que actualmente é. Crooner da pop surreal e atmosférica de mãos dadas com a electrónica mais abstracta, é um irremediável romântico, escritor de estórias de amores perdidos e sonhos despedaçados, cultivando uma certa melancolia digna de uns Low ou David Bowie mas com um brilho colorido ao fundo do cenário. Contudo, talvez mais que um criativo cantor ou escritor de canções, ele é um performer pois a sua música vive muito das actuações ao vivo em que a interacção com o público é essencial, criando sempre jogos de melodias e de palmas entre o músico e ouvintes, transformando a sua apresentação em palco em algo mais que mero concerto em que o espectador é agente passivo. Com vários discos lançados em diferentes editoras, Born Free Forever é considerado o seu opus, perfeita expressão do universo musical de Birdman. Mais recentemente o seu nome chegou a um público mais vastamente europeu devido à colaboração no último álbum "I Believe In You, Your Magic Is Real" do produtor Jona Bechtolt também conhecido por YACHT.
Talento é coisa que não falta aqui e Bobby Birdman é um nome a reter e de quem se pode esperar muito daqui para a frente.

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Be Warned >
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| SOB ESCUTA | Clipd Beaks


Há já algum tempo que esta banda roda pelos ouvidos da Mescla Sonora, muito devido ao último EP Preyers gravado em 2004 mas lançado já em meados do ano passado pela Tigerbeat 6.
Tudo teve início no ano de 2003, na cidade de Minneapolis onde após várias actuações em bares e galerias de arte a banda muda-se para uma antiga e abandonada mansão Victoriana para gravar aquele que seria o seu álbum estreia Gang Caves. Mais tarde, partem rumo a Okland onde viriam a receber maior visibilidade e aceitação do seu trabalho.
Musicalmente os Clipd Beaks praticam um pós-punk, hoje em dia tão falado e tão ouvido principalmente por bandas como Liars ou Deerhunter, mas com uma intensidade única. Isto porque enquanto a maioria procura explosões sonoras os Clipd Beaks preferem implosões sonoras, bem mais intimistas e cerebrais. Não sendo de todo uma musicalidade acessível percebemos aos poucos que ganha sentido e forma com o recorrer das audições e apetece citar a célebre expressão de Pessoa: primeiro estranha-se, depois entranha-se. Um caleidoscópio sónico e por vezes algo claustrofóbico com detalhes e requintes magníficos conseguidos pela nébula de efeitos sonoros utilizados. Os temas Messed Up Desert ou Smoke Me When I´m Gone (ambos presentes em Preyers) demonstram na perfeição essa galáxia de emoções que a banda tão bem sabe explorar.
Para quem gosta de se perder nas atmosferas siderais da música, esta é uma dica a seguir.
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Brooklyn Dark >
Gang Caves >

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| TRACKS | Aesop Rock: None Shall Pass

É um dos nomes fortes do circuito hip-hop mais alternativo made in U.S; Aesop Rock regressa este ano para o novo e muito aguardado álbum None Shall Pass (a sair dia 28 deste mês) que conta também com a participação dos colegas El-P, Rob Sonic, Cage entre outros. Deixamos hoje o single, tema-título entretanto já disponível, que mostra o alto nível de Aesop nas rimas e beats e no fundo, de todo o universo criado pelo próprio. Brilhante tema que deixa antever um álbum forte para este ano.


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http://www.paperthinwalls.com/file/singlereview/original/870.mp3

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| DISCOS| No Age: Weirdo Rippers

No Age: Weirdo Rippers
(Fat Cat, 2007)

Weirdo Rippers é uma compilação dos temas incluídos nos cinco primeiros ep´s em vinil dos No Age agora lançados pela primera vez em CD pela mão da Fat Cat. Este será portanto para muitos a apresentação da banda que foi criando um culto cada vez maior na cena musical underground de Los Angeles.
Os No Age são um duo composto por guitarra e bateria assente numa sonoridade punk rock mas com um forte sentido lo-fi e algo arty talvez num mesmo cenário de uns Japanther ou Parts & Labor. Contudo, existe em Weirdo Rippers um caminho tendencial mais dado a um experimentalismo surreal (muito devido ao fuzz da guitarra) em harmonia com o power-pop que por vezes surge. Fortemente influenciados pela música da mítica SST (de onde aliás retiraram o nome da banda, através de uma compilação lançada pela editora) mas também pela onda shoegaze (via My Bloody Valentine e Ride) sentimos que apesar de todas essas influências mais ou menos identificáveis, existe algo de refrescante e excitante nesta banda. Em temas como Every Artist Needs a Tragedy ou I Wanna Sleep é fácil deixar-nos levar pelas melodias noisy que a banda tão bem sabe criar. Capazes de agradar tanto a skate-kids como a amantes do rock mais experimental, adivinha-se um futuro positivo a esta banda a que alguns já decidiram chamar de "sonic wizzards". É o regresso às guitarras e à velha escola do Do It Yourself que felizmente continua tão presente nos dias de hoje.
Weirdo Rippers é uma excelente surpresa neste ano de 2007 e seria injusto passar despercebida.

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http://www.myspace.com/nonoage

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No Age: My Life is Alright Without You >
http://www.pitchforkmedia.com/article/download/42952-no-age-my-lifes-alright-without-you
No Age: Boy Void (Video) >
http://www.pitchforkmedia.com/article/download/43314-no-age-boy-void

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The Dirty Projectors: Bizarrias e alquimias

Os The Dirty Projectors são daquelas bandas que nos dão um prazer extra em divulgar o seu trabalho não só porque dificilmente passarão em alguma rádio nacional ou em algum artigo de jornal mas (mais) também porque musicalmente são indefiníveis e fascinantes e nós adoramos isso.
Tudo começou quando Dave Longstreth (mente e voz por detrás dos Dirty Projectors) um jovem estudante da conceituada Universidade de Yale deixou o seu dever escolar e decidiu dedicar-se inteiramente à música porque como é sabido, amor que é amor envolve por vezes esforço e concessão, já dizia o poeta.
No entanto, na música dos Dirty Projectors não se respira propriamente poesia mas perdemo-nos (no bom sentido) tão facilmente nela como num poema. Imprevisibilidade é uma das palavras-chave na sua música e nela encontramos um punhado de referências que embarcam a folk, r&b, sampling, rock avant-garde, música africana, electrónica mais abstracta e por aí adiante. A voz de Dave contém vibrato incrível (e é possível lembrar-nos de Devendra Banhart ou dos cantores crooner-pop dos anos 50) e por vezes surge um conjunto de vozes femininas em coro, flautas em espirais ou até mesmo uma secção de violoncelos salpicados por orgãos retro-furistas pois o ensemble Dirty Projectors é uma caixinha de surpresas. Desde a sua formação no ano de 2000 contam-se sete lançamentos discográficos entre LP´s e EP´s. Já este ano editaram Rise Above e encontram-se em digressão por terras norte-americanas.
Bizarrias e alquimias sonoras assinadas pelos Dirty Projectors e prontas a serem desfrutadas...

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I Will Truck >
http://moses.last.fm/download/13254862/I+Will+Truck.mp3
Naked we made it>
http://moses.last.fm/download/8894899/naked+we+made+it.mp3

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..::..Myspace..::..
www.myspace.com/dirtyprojectors

| Perdidos em Combate | Coachwhips


Mais um novo espaço na Mescla Sonora: Perdidos em Combate, onde recuperamos bandas/artistas que pura e simplesmente desapareceram de cena ou cessaram actividade mas que deixam saudades.
Apesar de largamente desconhecidos neste lado de cá do Atlântico, os Coachwhips foram e continuam a ser um quase mito no underground norte-americano. Um brutal power-trio de S. Francisco com John Dwyer nos comandos [verdadeiro activista sónico e também membro dos The Hospitals, Pink and Brown, Yikes, The Ohsees and outros] e que ficaram conhecidos pelas suas actuações explosivas em palco.
Garage-noise-rock numa equação algures entre The Cramps Vs Lightning Bolt, os Coachwhips transpiravam rock n´roll por todos os poros. Temas curtos com pouco mais de dois ou três minutos mas suficientes para causar estragos com muito estilo. Simples e directa mas não básica e banal, a sua música alcança algo mais que a maioria das bandas garage-rock em que a ligação de Dwyer à cena noise-punk também poderá ser um factor importante. Bangers Vs Fuckers será talvez o álbum-chave, um total de onze temas em dezoito minutos de duração, repletos de muito suor, festa, calor humano e sexo e quem não gosta disso também não irá gostar de Coachwhips. Uma visceral visão de um rock hedonista e celebrativo.
Há quanto tempo não ouviam algo assim?

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| DISCOS | Artanker Convoy: Cozy Endings

Artanker Convoy: Cozy Endings
(The Social Registry, 2007)

Do catálogo de uma das mais interessantes editoras do momento, a Social Registry, chega-nos o novo álbum dos Artanker Convoy. Em relação ao trabalho anterior, nota-se talvez um maior pulso jazzístico embora as arestas do funk, da electrónica mais abstracta e do krautrock ainda se sintam. Como uma babel de som etéreo, Cozy Endings leva-nos a mergulhar numa permanente jam ambiental sofisticada e psicadélica quanto baste; e este será porventura um dos trunfos essenciais dos Artanker Convoy: coerência. Reunir tantas e tão diferentes influências e trabalhar numa base musical muito chill mas sempre sedutora, sem pontos de extremo e com muito groove. E apesar de percebermos que estamos perante um conjunto de músicos de qualidade (em que James Murphy - dos Lcd Soundsystem e DFA Records - também aqui participa) que muito viveram e bastante ouviram e tocaram, não há aqui espaço para virtuosismo-barato apenas puro deleite imaginativo.
Esta é também uma música apelativa em termos de imagens e paisagens sonoras e como tal o disco vem acompanhado por um DVD especial que reúne um total de nove animações a cargo do colectivo MUX que normalmente acompanha os Artanker em actuações ao vivo.
Um disco tão sugestivo quanto a sua capa.


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Black Dolphin>
http://thesocialregistry.com/_mp3/mp3/atc/atc_blackdolphin.mp3
Backfire >
http://thesocialregistry.com/_mp3/mp3/atc/atc_bf.mp3

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http://www.myspace.com/artankerconvoy

[ARQUIVO]